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Cultural 508 Sul - Nomes que definem o Espaço |
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Rubem Valentim
Nascido no mesmo ano
da Semana de Arte Moderna, em 1922, o
baiano de Salvador Rubem Valentim foi
um autodidata que não tardou a
se tornar mestre.
Construtivista, ritualista, luminoso,
causou impacto nas bienais de São
Paulo e Veneza. Morou em Roma e residiu
vários anos em Brasília,
onde foi artista influente e polêmico.
Vários espaços da cidade
apresentam a marca de Rubem Valentim
em painéis, esculturas e quadros.
Faleceu em 1991, em São Paulo.
Parangolé
Gíria carioca
dos morros na década de 50. Ganhou
notoriedade no mundo das artes com o artista
plástico Hélio Oiticica.
Inicialmente eram esculturas móveis
ou simplesmente tecidos com os quais o
artista fazia composições
em modelos populares.
O Parangolé número 1,
que deu origem a uma série, é
uma peça em lamê prateado,
confeccionada com gaze e outros materiais,
no jeito de corpo da malandragem carioca,
hoje brasileira. Os parangolés
são bandeiras tupinambás
de atual e universal antropofagia.
Marco
Antônio Guimarães
Curador de cinema,
pesquisador e poeta, Marco Antônio
Guimarães, mineiro de Abaeté,
trabalhou muitos anos na Fundação
Cultural do Distrito Federal, onde foi
um dos principais responsáveis
pelo Festival de Brasília do Cinema
Brasileiro e organizador do Encontro Nacional
de Escritores, além de programador
do Cine Brasília.
Trabalhou na pesquisa da série
“Os Pioneiros”, de Tânia
Quaresma, para a TV Nacional. Marco
Antônio publicou o livro de poemas
“Espaços: no Jardim”,
em 1973, e deixou inédito “Jejuns
do Coração”, também
de poemas. Faleceu em 1995.
Darlan
Rosa
Nasceu em Coromandel,
Minas Gerais. Mora e trabalha em Brasília
desde 1967. Artista multimídia,
Darlan atuou na televisão como
produtor, diretor e apresentador de programas
infantis, na TV Brasília.
Titio Darlan contava e desenhava histórias.
Ilustrou vários livros infantis,
publicados no Brasil, Japão e Inglaterra;
e criou, para o Unicef do Brasil, o Zé
Gotinha.
Darlan é também artista
plástico reconhecido, com exposições
por vários países. Entre
suas exposições destaca-se
série de esculturas em metal.
Ethel
Dornas
Mineira de Araxá,
nascida em 1922, Ethel Dornas veio para
Brasília acompanhando o marido,
Francisco Colen Dornas, funcionário
da Novacap.
Pioneira, formou-se em Biblioteconomia
pela UnB e ingressou na Fundação
Cultural em 1962, onde atuou até
1993, quando se aposentou.
Na Biblioteca da Fundação,
leitora incansável, conheceu
profundamente a história de Brasília
e sua cultura. Cada consulta era respondida
com atenção. Ninguém
ficava sem resposta. Se não tinha
explicação, pesquisava
até obter resultado satisfatório.
Por isso, Tia Ethel tornou-se símbolo
de informação e dedicação.
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