Um guia plural em vários
sentidos
O turista aprendiz de Brasília
deve começar sua jornada pela perplexidade,
recomendava a escritora Clarice Lispector, em seu
ultrapoético mapa de sensações,
imagens, fantasias e um cruzar por labirintos e
espelhos ao ar livre da cidade que se erguia no
Planalto. O guia de Clarice foi publicado em forma
de crônica. Mas o mapa mais legítimo
e certo mesmo é o plano-piloto de Brasília,
invenção-desenho de Lucio Costa, que
em suas etapas oferece um roteiro de Brasília.
Surgiu, de um traçado veloz, como um sinal
da cruz e que poderia simbolizar também uma
borboleta ou um avião.
Para conhecer a Brasília do século
XXI, é preciso estar atento a todos os caminhos,
programas culturais, estilos e espaços que
vão se tornando pontos convergentes para
a música, o teatro e a dança, as artes
plásticas, o encontro do público com
os artistas da atualidade. Entre referências
fundamentais, estão logicamente os museus
do Catetinho e da Memória Candanga, o MAB,
o Memorial dos Povos Indígenas, os Três
Poderes, o Teatro Nacional, mas também a
Faculdade Dulcina de Moraes, a Casa Thomas Jefferson,
o Teatro Garagem, o Centro Cultural Banco do Brasil,
os cinemas da Academia de Tênis, a Universidade
de Brasília com seu Instituto de Artes, Teatro
de Arena e sua magnífica biblioteca.