Dança, música,
artes plásticas e convidados internacionais
no 1º Festival de Hip Hop do Cerrado, que
o Arte Por Toda Parte e a Associação
Cultural Claudio Santoro promovem na Torre de
TV, no próximo dia 23, a partir das 14h.
O Festival reúne grupos de break, grafiteiros,
DJs e cantores de rap de cidades satélites
do Distrito Federal - São Sebastião,
Planaltina, Gama, Ceilândia e Brazlândia
- e de São Paulo e Roraima.
O 1º Festival de Hip Hop
do Cerrado ocorre paralelo ao Seminário
Internacional de Dança de Brasília.
O evento terá participação
dos coreógrafos e bailarinos americanos
Kim Borgaro e Robert Gilliam, especialistas
em hip hop, break e jazz.
Quatro grupos de break, sete
de rap, nove grafiteiros e um DJ representam
Brasília. Também participam do
Festival um grafiteiro e um grupo de Rap de
Boa Vista (Roraima) e três DJs de São
Paulo.
Presença feminina
As mulheres também marcam presença
no 1° Festival de Hip Hop do Cerrado. Entre
as participantes estão integrantes do
grupo de break Bsb Girls e
do grupo de rap Atitude Feminina,
de São Sebastião, e a cantora
Flora Matos, que apresenta rap em “free
style” (improvisação de
letras).
Saiba mais
O hip hop surgiu nos subúrbios de Nova
York no fim dos anos 60 e é hoje um dos
movimentos culturais que mais cresce no Brasil.
Em Brasília, a cultura hip hop também
apresenta expressão crescente. O documentário
Rap, o canto da Ceilândia, de Adirley
Queirós, faturou os prêmios de
melhor filme da mostra competitiva em 35 mm
e o do júri popular (eleito pelo público)
no 38° Festival de Brasília do Cinema
Brasileiro, em 2005. O filme mostra a trajetória
de quatro artistas do rap (X, Jamaika, Marquim
e Japão) e faz um paralelo com a construção
da cidade onde moram.
Tido como maior movimento musical desde o surgimento
do rock nos anos 50, o hip hop saiu da periferia
para ganhar adeptos em todas as classes sociais.
Se, no início dos anos 70, a motivação
do rap e do break era defender, na rua, o espaço
para a emancipação da cultura
hip hop, hoje as manifestações
ligadas a esse universo vão muito além
das "batalhas" (poesias criadas ao
som do rap) ou dos scratches (arte de manipular
o vinil) entre os "manos".
Os hip hoppers orgulham-se de trabalhar a auto-estima
dos excluídos, recusar os estereótipos
que associam periferia e criminalidade, desconstruir
preconceitos e afirmar a negritude. As roupas
são largas, para facilitar os movimentos
da dança, com estampas de números
e letras. Gorros coloridos e cabelos que exaltam
as raízes negras dão identidade
ao visual.
Hip Hop X Funk
Os hip hoppers consideram os funkeiros alienados,
criticam suas músicas despreocupadas,
suas letras leves e sua postura descompromissada.
Eles preferem letras quilométricas, ásperas,
diretas, sem meios-tons ou concessões,
sem metáforas ou duplos sentidos. O que
interessa é o engajamento político
e a contundência do discurso. É
importante passar uma mensagem. Nada de "um
tapinha não dói" ou "me
chama de cachorra". Temas como alcoolismo,
vingança, malandragem, mãe angustiada
e filho problemático são recorrentes.
O hip hop engloba música (rap, de rhythm
and poetry, ou ritmo e poesia), artes plásticas
(grafite) e dança (break), unidos a mensagens
de alto teor político que são
transmitidas pelos MCs (master of ceremony,
ou mestres de cerimônia), que falam ou
declamam versos sobre base instrumental.
Numa tradução literal, hip hop
significa movimentar os quadris (to hip, em
inglês) e saltar (to hop). O termo foi
criado pelo DJ Afrika Bambaataa, em 1968, para
designar os encontros de dançarinos de
break, DJs e MCs nas ruas do Bronx.
Grafiteiros X Pichadores
Os grafiteiros geralmente se recusam a ser chamados
de "pichadores". Usam o spray como
forma de limpar a sujeira visual das ruas e
expressar suas idéias pela cidade.
Break
O break é um protesto contra a violência.
Sua origem está na guerra do Vietnã.
Os primeiros breakers, ou b-boys, surgiram nas
ruas do Bronx , em Nova York, no fim da década
de 60, e protestavam contra a guerra do Vietnã
por meio de passos de dança que simulavam
os movimentos dos feridos. Cada movimento do
break possui como base o reflexo do corpo debilitado
dos soldados americanos, ou lembra um objeto
utilizado no confronto com os vietnamitas, como
o giro de cabeça – movimento em
que o dançarino fica com a cabeça
no chão, mantém as pernas para
cima e gira o corpo, como uma hélice
de helicóptero.
Serviço
1º Festival
de Hip Hop do Cerrado
Realização da Secretaria de Cultura
do DF pelo projeto Arte Por Toda Parte
Domingo, 23 de julho, das 14h às 20h,
na Torre de TV
Acesso livre
Informações
Ana Cecília – 3273-3095
/ 3343-7089
Rafael – 8111-5932
Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura-
3325 6206 / 3325 5204