Inegavelmente, “
Brasília
é um marco da ocupação do
Brasil pelos brasileiros”, como nos afirmou
o presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
O sonho transformado em realidade mostrou-se
um foco indutor de desenvolvimento, verteu-se
em uma cidade belíssima e cheia de atrativos,
uma fronteira de expansão do país
na qual o dinamismo constante é marca
maior.
Pode-se afirmar, sem nenhum exagero, que Brasília
é uma referência para todo o resto
do mundo, um ícone de modernidade que
continua surpreendendo inclusive aos que aqui
reside.
Partindo de um vazio demográfico, Brasília,
em quatro décadas chegou ao século
XXI como a sexta maior cidade do país.
Adjetivos não lhe faltam, e como toda
obra de arte, será sempre discutida,
apreciada, gerará emoções,
paixões e sentimentos vários.
E, reproduzindo as palavras de Lúcio
Costa, “... Na verdade, o sonho foi menor
do que a realidade. A realidade foi maior, mais
bela”.
Histórico
A história do processo de interiorização
da Capital do Brasil tem o seu início
em meados do século XVIII quando registros
de fatos mais expressivos sobre este ideal são
encontrados na história do nosso país.
Para melhor entendermos este processo pontuamos
abaixo, numa cronologia, os seus principais
momentos.
Cronologia
1750 - As primeiras idéias mudancistas
ocorreram de forma mais consistente a partir
de 1750. Em 1751, o cartógrafo Francisco
Tosi Colombina, que segundo alguns estudos publicados
já foi apontado como pioneiro da idéia
de interiorização da Capital do
Brasil, muito embora não haja informações
precisas que ratifiquem esta afirmativa, esteve
em terras goianas e elaborou o Mapa de Goiás
e Capitanias vizinhas, que foi enviado ao Conde
dos Arcos. É também conhecido
seu interesse em explorar, juntamente com alguns
sócios, uma estrada de Santos/SP a Vila
Boa de Goiás (primeira capital de Goiás)
e daí até a Vila de Cuiabá.
1761 - Por volta de 1761, o Marquês
de Pombal “... pensa em erguer no sertão
uma cidade, não apenas Capital da Colônia,
mas do Reino, a meio caminho da África
e das Índias, na rota das linhas vitais
do seu comércio”.(Texto nº.
I gravado nas paredes do Museu da Cidade).
1763 - A sede do governo geral é
transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
1789 - Tiradentes e seus companheiros
da Inconfidência Mineira associam à
luta pela Independência do Brasil a mudança
da capital do Rio de Janeiro para a cidade mineira
de São João Del Rey.
1808 - O jornalista Hipólito
José da Costa Pereira Furtado de Mendonça
funda, em Londres, o jornal Correio Braziliense
que é editado até o ano de 1813.
Neste período, em sucessivos artigos,
ele tenta empolgar a opinião pública
com a idéia da construção
de uma nova capital no interior do Brasil dando-lhe
uma amplitude até então inédita.
Nas páginas do jornal, que era editado
em Londres e chegava clandestinamente ao Brasil,
Hipólito desbancava o Rio de Janeiro
por não ter “nenhuma das qualidades
que se requerem na cidade, que destina a ser
a Capital do Império do Brazil”.
1822 - Mesmo antes da nossa independência,
tivemos na pessoa de José Bonifácio
um defensor incansável da idéia
de interiorização da Capital do
Brasil. Sua primeira interferência neste
sentido se deu em 1821 ao redigir as "Instruções
aos Deputados à Corte de Lisboa".
Em 1823, José Bonifácio volta
a interferir em favor da interiorização
da Capital ao encaminhar à Assembléia
Constituinte e Legislativa de 1823, uma Memória
sobre esta necessidade. Nesta Memória
faz diversas indicações, recomendações
e sugestões sobre o assunto e até
propôs nome à nova Capital: Petrópole
ou Brasília. O nome Brasília não
foi idéia sua, este nome havia sido sugerido
numa publicação anônima
que circulou no Rio de Janeiro no ano de 1822.
Ele apenas ficou com o mérito de o haver
sugerido oficialmente.
1839 - O engenheiro, historiador e
diplomata Francisco Adolfo de Varnhagem, Visconde
de Porto Seguro, encaminha correspondência
ao Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro onde, entre outros assuntos, apresenta
de maneira formal a sua primeira manifestação
sobre a necessidade de se interiorizar a Capital
do Brasil. Ao longo de quase meio século
de sua vida, no Brasil Império, fez da
transferência da Capital do Brasil para
uma região interiorana, um dos seus objetivos.
1852 - O senador pernambucano Holanda
Cavalcante, inspirado pelos ensinamentos de
Varnhagem, apresenta no Parlamento do Brasil
Império, um bem fundamentado Projeto
de mudança da Capital para o interior
do País.
1883 - O padre italiano D. Bosco tem
um “Sonho Visão” onde ele
viu e apontou o surgimento de uma nova civilização
entre os paralelos 15 e 20, “... numa
enseada bastante extensa, que partia de um ponto
onde se formava um lago”. O relato deste
sonho, ocorrido na cidade de Turim, na Itália,
foi feito por D. Bosco em 04 de setembro daquele
ano, aos membros da sua congregação
Salesiana.
S
1889 - Em 15 de novembro, é
proclamada a República pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. Os governantes
do Brasil República deixam claro, em
seus primeiros atos de governo, que o Rio de
Janeiro ficaria sendo “provisoriamente
sede do Poder Federal”.
1891 - Em 24 de fevereiro, é
promulgada a 1ª Constituição
da República, que consagra em seu artigo
terceiro o seguinte:

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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos |
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL ( DE 24 DE FEVEREIRO DE 1891)
Nós, os representantes do povo brasileiro, reunidos em Congresso Constituinte, para organizar um regime livre e democrático, estabelecemos, decretamos e promulgamos a seguinte
CONSTITUIÇÃO DA REPúBLICA DOS ESTADOS
UNIDOS DO BRASIL
TíTULO I
Da Organização Federal
DISPOSIçõES PRELIMINARES
Art 1º - A Nação brasileira adota como forma de Governo, sob o regime representativo, a República Federativa, proclamada a 15 de novembro de 1889, e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das suas antigas Províncias, em Estados Unidos do Brasil.
Art 2º - Cada uma das antigas Províncias formará um Estado e o antigo Município Neutro constituirá o Distrito Federal, continuando a ser a Capital da União, enquanto não se der execução ao disposto no artigo seguinte.
Art 3º - Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabeIecer-se a futura Capital federal.
Parágrafo único - Efetuada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal passará a constituir um Estado.
1892 - O Presidente da República,
Marechal Floriano Vieira Peixoto, constitui
a Comissão Exploradora do Planalto Central
do Brasil, sob a chefia do astrônomo Luiz
Cruls, diretor do Observatório Astronômico
do Rio de Janeiro, para estudar e demarcar a
área do novo Distrito Federal. Em apenas
sete meses a Comissão percorre mais de
quatro mil quilômetros do Planalto Central
Brasileiro, elaborando um minucioso levantamento
sobre a topografia, o clima, a hidrografia,
a geologia, a flora, a fauna, recursos minerais
e materiais de construção existentes
na região.
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Marechal Floriano Vieira Peixoto |
Luiz
Cruls |
1893 - No final do ano, como resultado
dos trabalhos iniciais da Missão Cruls,
é entregue ao Ministro da Indústria,
Viação e Obras Públicas,
um Relatório Parcial que possibilitou
a edição do primeiro mapa do Brasil
indicando a posição da zona demarcada
para o futuro Distrito Federal, na região
do Planalto Central do Estado de Goiás,
denominada “Quadrilátero Cruls”.
1894 - Em dezembro, a Comissão
Exploradora do Planalto Central do Brasil entregou
o “Relatório Geral” que levou
o nome de “Relatório da Comissão
Exploradora do Planalto Central do Brasil”
ou, simplesmente, “Relatório Cruls”.
1922 - Em 07 de setembro, como parte
das comemorações do 1º Centenário
de nossa Independência, é lançada
a Pedra Fundamental da Nova Capital do Brasil
no Morro Centenário, nos arredores de
Planaltina.
1937 - O golpe de Getúlio Vargas
institui o Estado Novo, regime ditatorial que
vai se estender até 1945. Uma nova Constituição,
então outorgada, não faz qualquer
referência à transferência
da Capital.
1940 - O presidente Getúlio
Vargas lança a “Marcha para o Oeste”,
mas não pretende transferir a capital
do Rio de Janeiro, projeto adiado desde a instalação
da ditadura do Estado Novo.
1946 - O Brasil se redemocratiza. Com
a revisão constitucional, a mudança
da Capital para o Planalto Central é
incluída nas Disposições
Transitórias da Constituição.
Em novembro, o presidente Eurico Gaspar Dutra
nomeia a Comissão de Localização
da Nova Capital, chefiada pelo General Djalma
Polli Coelho, para ratificar ou retificar os
levantamentos feitos pela Missão Cruls.
A Comissão Polli Coelho, após
dois anos de trabalho, referenda o Quadrilátero
Cruls como sendo o local ideal para se construir
a nova Capital.
1953 - É sancionada a Lei nº.
1803, que autoriza o governo a definir o sítio
da nova Capital, em três anos. As circunstâncias
políticas fazem com que o presidente
Getúlio Vargas reveja suas posições
e nomeie nova comissão, presidida pelo
general Aguinaldo Caiado de Castro, que contrata
a firma americana Donald J. Belcher & Associates
Incorporated, para fazer a interpretação
dos levantamentos aerofotogramétricos
realizados pela companhia aérea Cruzeiro
do Sul e escolher o sítio ideal para
se construir a nova Capital Federal. A firma
indicou cinco sítios identificados em
mapa por cores diferentes.
1954 - Com o suicídio de Vargas,
em 24 de agosto, seu vice-presidente, Café
Filho, assume a presidência e o Sítio
Castanho é a área escolhida para
sediar o novo Distrito Federal.
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1955 - Em 04 de abril, na cidade de
Jataí, Goiás, Juscelino Kubitschek,
em seu primeiro comício como candidato
à presidência da república,
ao ser inquirido pelo jovem Antônio Soares
Neto, responde que, se eleito, faria cumprir
a Constituição construindo a nova
Capital do Brasil. Por problemas cardíacos,
em 08 de novembro, o presidente Café
Filho afasta-se do cargo e empossa Carlos Luz,
presidente da Câmara dos Deputados. O
General Henrique Teixeira Lott, se demite do
Ministério da Guerra, concluindo que
o presidente e seu substituto faziam parte de
uma conspiração visando a um golpe
para impedir a posse do presidente eleito, Juscelino
Kubitschek. Depõe Carlos Luz e impede
que Café Filho reassuma. Nereu Ramos,
vice-presidente do Senado, no dia 11 de novembro
é empossado na presidência da República
e governa, sob estado de sítio, até
a posse de Juscelino.
1956 - Em 31 de janeiro, Juscelino
Kubitschek de Oliveira assume a presidência
da República, para cumprir um mandato
de cinco anos. Em 1º de fevereiro, reunido
com toda a sua Assessoria, Secretariado e Ministros
de Estado cria Comissões para cuidar
de cada uma de suas Metas, inclusive de sua
“Meta Síntese”, a construção
da nova Capital do Brasil. Em 18 de abril, envia
ao Congresso Nacional mensagem acompanhada de
um projeto de Lei referente à mudança
da capital. Foi a chamada “Mensagem de
Anápolis”, que levou o nome daquela
cidade goiana porque foi em seu aeroporto que
Juscelino assinou este ato administrativo. Como
resultado desta Mensagem tivemos a Lei nº.
2874, de 19 de setembro de 1956, que além
de delimitar oficialmente o território
do novo Distrito Federal, no “sítio
castanho”, com 5783 km² criou e organizou
a Companhia Urbanizadora da Nova Capital –
NOVACAP e definiu o nome de Brasília
para a nova Capital Federal. Cinco dias após,
no dia 24 de setembro de 1956, o presidente
da República aprova por Decreto nº.
40017, a constituição da sociedade
por ações da Companhia Urbanizadora
da Nova Capital. A primeira diretoria da NOVACAP,
presidida pelo Sr. Israel Pinheiro da Silva,
juntamente com a Comissão de Planejamento
da Construção e Mudança
da Capital Federal, elaborou e organizou o Edital
do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova
Capital do Brasil, publicado no Diário
Oficial da União do dia 30 de setembro
de 1956. Em 02 de outubro, Juscelino chega ao
Planalto Central pela primeira vez, para conhecer
o local onde seria construída a nova
Capital do Brasil. Em 17 de outubro, um grupo
de amigos de JK reunidos no Rio de Janeiro,
preocupados com a acomodação do
presidente em suas viagens de inspeção
das obras de construção de Brasília,
decidiu construir o Catetinho, que, provisoriamente,
funcionaria como residência e sede do
governo, quando o Presidente por ali estivesse,
e enquanto os Palácios Presidenciais
da Alvorada, residência oficial do Presidente
da República, e do Planalto, sede do
Poder Executivo, não eram concluídos.
O local escolhido para a construção
foi as proximidades da sede da Fazenda do Gama.
Fizeram um empréstimo de 500 Cruzeiros
no Banco e garantiram, assim, as despesas do
Projeto. Esta foi a primeira construção
realizada na nova Capital. O nome Catetinho
foi sugerido por Dilermano Reis, um dos amigos
de JK, em alusão ao Palácio do
Catete, sede do Governo Federal no Rio de Janeiro.
O projeto, de Oscar Niemeyer, foi um exemplo
da arquitetura dos anos 50, pois teve o seu
primeiro piso suspenso sobre pilotis. A simplicidade
da madeira veio da necessidade de se construir
o Catetinho em um prazo de dez dias (de 22 a
31 de outubro de 1956) o que lhe valeu o apelido
de “Palácio de Tábuas”.
Sua inauguração aconteceu no dia
10 de novembro de 1956.
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1957 - Foram entregues 26 projetos
à Comissão Julgadora do Plano
Piloto da Nova Capital e em 16 de março
foi apresentado o nome do autor do projeto vencedor,
Lúcio Costa, que assim definiu primeiramente
o seu Projeto: “Nasceu de um gesto primário
de quem assinala um lugar ou dele toma posse:
dois eixos cruzando-se em ângulo reto,
ou seja, o próprio sinal da cruz”.
Em 03 de maio, o Presidente Juscelino manda
celebrar uma missa de Ação de
Graças pelo início das obras de
construção da Nova Capital, no
ponto mais elevado do Plano Piloto, onde hoje
temos a Praça do Cruzeiro, logo acima
do Memorial JK. Sob uma tenda de lona, o então
arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo
de Vasconcellos Motta celebra o ato solene que
reuniu, aproximadamente, 15 mil pessoas, entre
elas autoridades nacionais e estrangeiras, o
Presidente Juscelino e diversos convidados.
Em 1º de outubro de 1957, realizou-se no
Palácio do Catete, com a presença
de todos os ministros de Estado, parlamentares,
magistrados e outras altas personalidades civis
e militares, a cerimônia de sanção,
pelo Presidente da República, do projeto
de Lei aprovado pelo Congresso Nacional e que
se tornou a Lei nº. 3273, que fixou para
21 de abril de 1960 a data da mudança
da capital da República para Brasília.
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1959 - Segundo o IBGE, em censo realizado
neste ano, cerca de 60 mil operários
trabalhavam febrilmente na construção
da cidade. No início, eram apenas mil.
Dois anos antes algo em torno de 13 mil. Na
chamada Cidade Livre, o núcleo pioneiro,
todas as atividades são isentas de impostos.
Faltando pouco mais de um ano para a inauguração,
contava-se em Brasília e arredores mais
de 100 mil habitantes.
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1960 - Após, aproximadamente,
41 meses de construção, em 21
de abril, Brasília é inaugurada.
Durante a missa comemorativa é lida uma
mensagem radiofônica do papa João
XXIII. Emocionada, a multidão acompanha
a cerimônia ajoelhada no barro vermelho.
Na instalação do Congresso, o
deputado Ranieri Mazzilli diz: “Mais ainda
do que um milagre da vontade humana, Brasília
é um milagre da fé”. Ao
meio-dia e meia, após a instalação
dos Três Poderes da República,
é também inaugurado o Museu da
Cidade. Ao término da cerimônia
de sua inauguração o Presidente
Juscelino declara que a partir daquele momento
estava oficialmente transferida a Capital do
Rio de Janeiro para Brasília.
1962 - É empossado o primeiro
conselho da Universidade de Brasília,
dando início a uma nova experiência
em ensino superior. Os alunos de engenharia,
por exemplo, podiam estudar filosofia. O campus
foi batizado com o nome de um dos seus fundadores
e seu 1º reitor, o antropólogo Darcy
Ribeiro. A idéia, que se concretizou,
era transformá-la num centro de criatividade
fecunda. É inaugurada a Catedral de Brasília,
um dos mais belos monumentos da capital, erguida
numa planta circular de 70 metros de diâmetro
e sustentada por 16 pilares que se unem próximo
ao teto. Por essa época, as embaixadas
e o Ministério das Relações
Exteriores também foram transferidos
para Brasília.
1979 - Nasce a Orquestra Sinfônica
do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Na
cidade que nasceu ao som dos forrós,
serestas e da música romântica,
muito comum nos canteiros de obras, a iniciativa
teria o condão de popularizar a música
clássica e o ensino da música.
1980 - O Papa João Paulo II
inicia sua visita ao Brasil tendo Brasília
como ponto de partida. Na Esplanada dos Ministérios,
celebra missa para 800 mil pessoas.
1981 - Em setembro, é inaugurado
o “Memorial JK”, que abriga os restos
mortais do ex-presidente, sua biblioteca particular,
objetos pessoais e variado acervo relacionado
à sua vida e obra.
1984 - Brasília torna-se palco
de múltiplas manifestações
a favor da votação, pelo Congresso,
da Emenda Dante de Oliveira, que restabelece
as eleições diretas para a Presidência
da República. A emenda foi reprovada.
Nas galerias do Congresso cinco mil pessoas,
com lágrimas nos olhos, entoavam o Hino
Nacional.
1986 - Em 07 de setembro, é
inaugurado o Panteão da Pátria
Tancredo Neves, na Praça dos Três
Poderes. O Panteão foi criado para homenagear
os heróis nacionais, ou seja, aqueles
brasileiros que possuíram ideais de liberdade
e ou democracia. Atualmente, são homenageados
dez heróis nacionais: Tiradentes, que
além de ser um dos heróis nacionais
é o Patrono Cívico da Nação
Brasileira, Marechal Deodoro da Fonseca, Zumbi
dos Palmares, D. Pedro I, Duque de Caxias, Almirante
Tamandaré, José Plácido
de Castro, Almirante Barroso, Alberto Santos Dumont e José Bonifácio de Andrada e Silva.
1987 - Em 21 de abril, é inaugurado
o monumento Pira da Pátria, complementando
o conjunto arquitetônico do Panteão
da Pátria, representando o louvor cívico
de todos os brasileiros a seus heróis.
Em 07 de dezembro, aos 27 anos, Brasília
é reconhecida pela UNESCO como “Patrimônio
Cultural da Humanidade” e em 11 de dezembro
lhe confere o Diploma que oficializa o título. Este título “confirma
o valor excepcional e universal de um sítio
cultural ou natural que deve ser protegido para
o benefício da humanidade”.
1992 - Em 27 de fevereiro, como parte
das comemorações do 90º aniversário
de nascimento do urbanista Lúcio Costa,
é inaugurado o Espaço Lúcio
Costa, na Praça dos Três Poderes.
1999 - Nove anos depois da criação
do primeiro distrito industrial, o Distrito
Federal reúne quatro mil indústrias,
a maioria de pequeno porte, que empregam cerca
de 30 mil trabalhadores.
2000 - É concluído o
projeto do Centro Cultural de Brasília,
pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que irá
ter um museu, biblioteca, centro musical com
capacidade para duas mil pessoas, 11 salas de
cinema e uma galeria subterrânea de lojas
que irá unir os dois lados da Esplanada
dos Ministérios.
2006 - Em 15 de dezembro é inaugurado o Complexo Cultural da República João Herculino, do qual fazem parte a Biblioteca Leonel de Moura Brizola e o Museu Honestino Guimarães. Estes espaços foram abertos à visitação pública a partir do dia 16 de dezembro com uma exposição no Museu denominada “Niemeyer por Niemeyer” e na Biblioteca a exposição do Arquivo Público do DF intitulada “Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade”.