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Museus - Centro Cultural Três Poderes - Praça dos Três Poderes Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior


Praça dos Três Poderes

No início do Eixo Monumental Leste está o ponto mais importante do turismo cívico da Capital da República: A PRAÇA DOS TRÊS PODERES. Ela faz parte do projeto urbanístico de Lúcio Costa e as edificações nela construídas são projetos do arquiteto Oscar Niemeyer.


A Praça é um triângulo eqüilátero, em cujos vértices estão as sedes dos três poderes da República: o EXECUTIVO - Palácio do Planalto; o LEGISLATIVO - composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, que juntos formam o Congresso Nacional; e o JUDICIÁRIO - Supremo Tribunal Federal.

Além dos Três Poderes também abriga o Museu da Cidade, o Espaço Lúcio Costa, o Panteão da Pátria Tancredo Neves e um grande número de monumentos, esculturas e marcos que lhe dão a característica de um museu a céu aberto, onde temos as seguintes obras:


Os Guerreiros

Esta obra, também conhecida como "Os Candangos", é uma homenagem aos operários que trabalharam na construção de Brasília. É uma escultura de Bruno Giorgi, datada de 1959, em bronze, com 8 metros de altura e é considerada um dos símbolos da cidade. Foi restaurada em 1987 por Zeno Zani.



Herma de Tiradentes

Obra do escultor Bruno Giorgi, em bronze, datada de 1986, se encontra à esquerda da rampa de acesso ao Panteão da Pátria Tancredo Neves. É uma justa homenagem a Tiradentes: herói nacional (por sua participação no movimento da Inconfidência Mineira como líder e mártir) e Patrono Cívico da Nação Brasileira.



Bruno Giorgi - (1905-1993)

Nascido em Mococa, Estado de São Paulo, Bruno Giorgi vai aos seis anos para a Itália com seus pais, que decidem regressar à terra natal. Em Roma é matriculado num curso de escultura. Quando o fascismo se apodera da Itália, na década de 20, Bruno Giorgi integra-se na resistência, o que lhe valeu, em 1931, a pena de quatro anos de reclusão em Nápoles. Alegando sua condição de brasileiro, consegue ser libertado e expulso para o Brasil. Ao deflagrar a Guerra Civil Espanhola, Bruno Giorgi decide ir lutar ao lado dos republicanos, mas, no interesse da própria luta, permanece em Paris, com um atelier que é, na verdade, um centro de articulação de atividades de exilados italianos e da resistência antifascista na Europa. É nessa época que freqüenta o curso de Aristide Maillol. De volta ao Brasil em 1939, realiza o Monumento à Juventude para o jardim do Ministério da Educação e Saúde, no Rio. Em Brasília, dos monumentos de sua autoria, além dos acima citados, destaca-se o “Meteoro”, localizado no espelho d’água em frente ao Palácio do Itamaraty.



A Justiça

Obra de Alfredo Ceschiatti, em granito de Petrópolis, esculpida num bloco monolítico, medindo 3,30 m x 1,48 m e 0,40 m de base. Encontra-se desde 1961 em frente ao Supremo Tribunal Federal.



Alfredo Ceschiatti - (1918-1989)

Mineiro de Belo Horizonte, foi escultor, desenhista e professor. Após viagem pela Europa, fixou-se no Rio de Janeiro, onde, em 1940, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes, que abandona no terceiro ano. De 1943 a 1945 participou do Salão Nacional de Belas Artes, conquistando prêmios e medalhas. Em 1944, a pedido de Oscar Niemeyer, cria os baixos-relevos do Batistério da Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, executando em bronze a Tentação de Eva e a Expulsão do Paraíso. Com essa obra, conquista um prêmio e viaja ao estrangeiro, entrando em contato com muitos outros artistas. De volta ao Brasil, estuda com Bruno Giorgi e José Pedroza, realiza mostra individual e participa da II Bienal de São Paulo, em 1953. Integrou, em 1956, a equipe vencedora do concurso de projetos para o monumento aos mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, sendo de sua autoria o conjunto escultórico que representa as três forças armadas. É em Brasília que se encontram, além da obra acima citada, algumas de suas obras mais conhecidas, como as Banhistas, no Palácio da Alvorada; os quatro Evangelistas e os Anjos, na Catedral Metropolitana.



Herma de Israel Pinheiro

Escultura de Honório Peçanha, em bronze, emoldurada em mármore branco. É uma homenagem ao construtor de Brasília, engenheiro Israel Pinheiro, primeiro presidente da NOVACAP e primeiro prefeito do Distrito Federal.



Honório Peçanha - (1907-1992)

Nasceu em Macuco, Estado do Rio de Janeiro, a 23 de fevereiro de 1907. Aos quinze anos freqüentou as aulas de escultura do Liceu de Artes e Ofícios sob a orientação de Modestino Kanto. Seis anos mais tarde, em 1928, ingressou no curso livre de escultura da Escola Nacional de Belas Artes, como discípulo de José Corrêa Lima e de Rodolfo Chambelland. Em 1933 conquistou a medalha de prata na XXXIX Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1936 viajou para a Europa pela primeira vez, como vencedor do prêmio de viagem ao exterior no XLI Salão Nacional de Belas Artes, do qual figurou em inúmeras edições e foi várias vezes premiado. Neste mesmo ano estudou em Paris na Académie de La Grande Chaumiére, como aluno de Charles Despiau e Roberto Wlerick. Participou, ainda, dos seguintes eventos: em 1941 do Salão Fluminense de Belas Artes, em Niterói; em 1950, da “Exposição de Escultura”, no Museu Nacional de Belas Artes-MNBA; em 1954 e 1957 do Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Executou várias estátuas para a Prefeitura de Niterói, entre elas: Homenagem ao Almirante Ary Parreiras, em 1946; Estátua de Rui Barbosa, em 1949, e neste mesmo ano a do Bispo Dom José Pereira Alves. É responsável também pelo busto do Presidente Nilo Peçanha, em 1967, e do escritor Euclides da Cunha, entre outros que figuram no saguão da Câmara dos Vereadores de Niterói. Sua arte, sempre ligada à militância comunista, levou-o a participar, como membro, do Conselho Mundial da Paz da ONU, em Estocolmo, e da IV Conferência do Desarmamento, em Tóquio, no ano de 1958. Em 1985 executou a estátua do presidente Juscelino Kubitschek para o Memorial JK, em Brasília, que nos mostra o presidente acenando para a cidade a uma altura de vinte e oito metros do chão. Sua obra também está representada no acervo do MNBA e no Museu Histórico e Diplomático do Palácio do Itamaraty. Faleceu em 1992, em Niterói.

 


cabeça do Presidente JK

Obra do escultor José Alves Pedroza, em pedra sabão, medindo 1,30m de altura e pesando 1,5 tonelada. A escultura data de 1960 e se encontra na fachada leste do Museu da Cidade.



José Alves Pedroza (1915-2002)

Mineiro da cidade de Rio Acima, em 1936, inicia os estudos no curso livre de esculturas da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Entre 1946 e 1948, aperfeiçoa-se na França e faz curso de talhe em pedra. De volta ao Rio de Janeiro, filia-se ao grupo de arquitetos chefiado por Oscar Niemeyer, que lhe faz uma encomenda para os jardins do Museu de Arte de Belo Horizonte, na Pampulha. Participa, entre outras exposições coletivas, do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, e é premiado por diversos trabalhos apresentados. Faleceu aos 87 anos de insuficiência cardíaca, em Belo Horizonte.


A Pomba

Escultura de Marianne Peretti, em ferro, laqueada na cor branca. Localiza-se na fachada externa norte do Panteão, ao pé do vitral. Sua forma de pássaro, assemelhando-se a uma pomba, simboliza a liberdade.



Marianne Peretti - (1927)

Artista nascida em Paris, de mãe francesa e pai pernambucano, foi registrada no Consulado Brasileiro. Viveu naquela cidade no meio de escritores e artistas, onde estudou desenho e pintura na Ecole des Arts Décorratifs e na Academie de La Grande Chaumiére, em Montparnasse, tendo sido discípula de Goerg e de Desnoyer. Ilustrou livros e revistas e, ainda em Paris, fez sua primeira exposição individual na Gallerie Mirador. Viajou pela Europa e veio morar no Brasil em 1953, onde passa a desenhar e pintar paisagens do Ceará, e aspectos variados do Recife e da Bahia. Participou de várias Bienais em São Paulo, obtendo o prêmio de melhor capa de livro com “As Palavras”, de Sartre. Realizou várias exposições, individuais e coletivas, em Paris, São Paulo, Olinda e outras cidades. Assina várias esculturas, vitrais e relevos nos grandes centros brasileiros – Rio de Janeiro, São Paulo, Teresina, e Recife. Depois da encomenda de um desenho para vitral que lhe faz a arquiteta Janete Costa, passa a dedicar-se a essa arte e a pedido de Oscar Niemeyer realiza enormes vitrais e painéis de vidro para o Panteão da Pátria, Catedral de Brasília, Superior Tribunal de Justiça, Câmara dos Deputados onde tem duas obras: a peça Araguaia, em vidro trabalhado com sobreposição, que se encontra no Salão Verde, e um Vitral no Salão Nobre, Senado Federal, Palácio do Jaburu, Memorial JK, e uma grande escultura de bronze dourado, denominada “O Pássaro”, para o Teatro Nacional. Muitas outras obras integram sua intensa produção artística, inclusive no exterior, como, por exemplo, no Centro Cultural do Havre e na sede da Editora Mondadori, em Milão.



Mastro e Pavilhão Nacional

O mastro é projeto de Sérgio Bernardes e foi inaugurado em novembro de 1972. Mede 100 m de altura e é formado por 24 hastes metálicas que representavam os vinte e quatro estados da Federação, existentes à época. Em 1979, com a divisão do Estado do Mato Grosso, foi criado o Estado do Mato Grosso do Sul, e em 1998, com o desmembramento do Estado de Goiás, nasceu o Estado de Tocantins.

Foi projetado como símbolo de diálogo e de convergência de todas as unidades federativas do país e dos Três Poderes da República. O diálogo é representado pela disposição, em círculo, das hastes metálicas que o compõem. A convergência é representada pelo feixe de hastes que, nascendo do cerrado agreste, avança para o infinito do céu, no símbolo único da bandeira.


Na base do mastro está escrito:

“SOB A GUARDA DO POVO BRASILEIRO, NESTA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, A BANDEIRA, SEMPRE NO ALTO, VISÃO PERMANENTE DA PÁTRIA.”

O Pavilhão Nacional, símbolo de nossa soberania, nunca desce das alturas; quando é trocado, outra bandeira já se encontra no topo do mastro para que a anterior possa lhe dar lugar. Medindo 286 m², é confeccionado em nylon de pára-quedas e durante a noite se encontra devidamente iluminado por força de lei (Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, Art. 15, Parágrafo 3º).

A troca da Bandeira é realizada, normalmente, no primeiro domingo de cada mês, porém, em situações excepcionais esta data pode ser alterada como acontece, por exemplo, em novembro, quando a solenidade é transferida para o dia 19, Dia da Bandeira. Estas solenidades são sempre realizadas sob a coordenação do Governo do Distrito Federal que, representado pela Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, fica responsável pelo ato de hastear e arriar o Pavilhão Nacional, mesmo nas cerimônias presididas pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica.

A presidência do evento segue um calendário anual, previamente elaborado entre o GDF e as três Forças Armadas, que não é rígido, podendo sofrer alterações, caso haja necessidade.

Transcrevemos abaixo o calendário atualmente em vigor:

JANEIRO - GDF
FEVEREIRO - EXÉRCITO
MARÇO - AERONÁUTICA
ABRIL - GDF
MAIO - EXÉRCITO
JUNHO - MARINHA
JULHO - AERONÁUTICA
AGOSTO - EXÉRCITO
SETEMBRO - MARINHA
OUTUBRO - AERONÁUTICA
NOVEMBRO - GDF
DEZEMBRO - MARINHA


Sérgio Bernades - (1919-2002)

Arquiteto carioca, construiu várias obras de importância histórica espalhadas por todo o país. Embora sem colocação política definida, sempre fez projetos para os militares. Entre suas principais obras estão o Pavilhão de São Cristóvão, no Rio; o Mausoléu Castello Branco e o Palácio do Governo, em Fortaleza, assim como, a obra acima mencionada. Aos oitenta anos, encontrava disposição para trabalhar por mais de 12 horas diárias, criando e armazenando idéias num acervo documental que já somavam mais de seis mil pranchas de arquitetura, urbanismo, levantamentos aerofotogramétricos e design de mobiliário, 48 metros lineares de documentos textuais, além de volumoso material fotográfico, que reflete a vasta e diversificada produção de seu titular, um dos grandes expoentes da arquitetura e urbanismo modernos e contemporâneos no Brasil. Aos oitenta e três anos, faleceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de junho de 2002, em decorrência de um derrame que, nos seus últimos dois anos, havia paralisado parcialmente os seus movimentos. Mesmo assim, nunca parou de produzir.



Pira da Pátria

Projeto de Oscar Niemeyer, foi construída em concreto revestido de mármore branco e inaugurada em 21-04-87, data do segundo aniversário de morte do Presidente Tancredo Neves e do 27º aniversário de Brasília. A Pira é o "monumento do fogo simbólico da Pátria" e integra o conjunto arquitetônico do Panteão.



Marco - Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade

Projeto de Oscar Niemeyer, este marco foi inaugurado em 29-07-88, pelo Diretor Geral da UNESCO, Sr. Frederico Mayor. Representa a consolidação do ato daquele organismo internacional que em reunião no dia 07 de dezembro de 1987, reconheceu Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 11 de dezembro conferiu a Brasília o Diploma que oficializou o título.



O Pombal

Projeto de Oscar Niemeyer, atendendo a um pedido de D. Eloá Quadros, esposa do então Presidente Jânio Quadros, tem a forma de uma torre em concreto aparente e é formado por uma série de poleiros que se sobrepõem. Tem 20 m de altura e foi instalado na Praça em junho de 1961.



Oscar Niemeyer - (1907)

Nasceu no Rio de Janeiro e diplomou-se pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1934, iniciando sua carreira no escritório de Lúcio Costa. Como desenhasse muito bem, foi incumbido das grandes perspectivas do projeto da Cidade Universitária, que Lúcio Costa então elaborava, e também de acompanhar, como desenhista, os estudos de Le Corbusier para a sede do Ministério da Educação e Saúde. Por sugestão sua, contida nuns croquis, o prédio foi situado no centro do terreno – em lugar de ficar alinhado com o do Ministério do Trabalho – e teve a altura de seus pilotis aumentada de quatro para dez metros. O edifício da Associação Beneficente Obra do Berço, no Rio, foi seu primeiro trabalho individual, ao qual incorporou as principais inovações da arquitetura da época (1938). Por intermédio de Gustavo Capanema, conheceu Juscelino Kubitschek, prefeito de Belo Horizonte, que o convidou a projetar o conjunto arquitetônico da Pampulha. Niemeyer, que se tornaria o escultor universal do concreto, faz a arquitetura brasileira conhecer algo novo, moderno, arrojado. Sua aproximação com o Partido Comunista, em 1945, causou-lhe problemas como a anulação do concurso por ele vencido para o Centro Técnico da Aeronáutica e a recusa de visto norte-americano para ir dar um curso na Universidade de Yale. Convidado pela Organização das Nações Unidas para colaborar no projeto do edifício sede em Nova Iorque, seu trabalho foi escolhido como base do plano definitivo. Em 1957 elaborou os projetos dos principais edifícios governamentais de Brasília, com o apoio de um calculista que tornava concreta a beleza imaginada pelo arquiteto: Joaquim Cardozo. O governo da União Soviética concede-lhe, em 1963, o Prêmio Lenin da Paz. O movimento militar de 1964 cria-lhe embaraços: seus projetos são recusados ou permanecem paralisados. É então que decide viajar e recebe o apoio de importantes líderes: do Presidente De Gaulle, que faz uma lei especial para que ele pudesse trabalhar na França; do Ministro da Cultura André Malraux; do Presidente Boumedienne, da Argélia; do líder George Marchais. Na Europa, na Ásia e na África são realizados importantes projetos: a sede da editora Mondadori, na Itália; a sede do Partido Comunista Francês, a Bolsa de Bobigny e o Centro Cultural do Havre, na França; as Universidades de Argel e de Constantine, na Argélia; e a Feira Internacional de Trípoli, no Líbano. Na década de 80, trabalhou com o Governo do Estado do Rio de Janeiro na implantação dos Centros Integrados de Educação Pública, tendo também criado o projeto da Passarela do Samba. Suas obras de arte arquitetônica já se propagaram pelo planeta. Brasília, como nenhuma das suas outras obras, revela o olhar revolucionário sobre a vida, aliado à imaginação e à fantasia que para ele é o caminho mais seguro para “criar hoje o passado de amanhã”.