Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional - Apresentação Exibe a versão de impressão da página Retorna para a página anterior


Apresentação da OSTNCS


Era uma terça-feira, 6 de maio de 1979. Naquela noite foi inaugurada a Sala Villa-Lobos, principal espaço de espetáculos do Teatro Nacional de Brasília. No evento, acontecia também primeira apresentação pública da então chamada Orquestra do Teatro Nacional de Brasília. Embora tenha sido oficialmente fundada apenas no início de 1980, o concerto de abertura da Sala Villa-Lobos, sob a regência do maestro Claudio Santoro e colaboração do maestro Levino Ferreira de Alcântara, com um programa dedicado ao compositor Heitor Villa-Lobos, marcou, efetivamente, o início das atividades artísticas da Orquestra.

Após o falecimento do maestro Santoro, em 1989, o teatro foi renomeado em homenagem ao grande compositor brasileiro, e a orquestra passou a ser denominada Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.
Integram o rol de Regentes Titulares da história da OSTNCS, os maestros Claudio Santoro, Emílio de César, Silvio Barbato, Julio Medaglia, e a maestrina Elena Herrera. Atualmente, a Orquestra é regida pelo pelo maestro Ira Levin, nomeado em 2007 para desempenhar as funções de Diretor Musical e Artístico e Regente Titular da OSTNCS.

Entre outros convidados, regeram a OSTNCS expoentes musicais como Eleazar de Carvalho, Enrique Batiz, Eugene Kohne, Isaac Karabtchevsky, John Neschiling, Mats Liljefors, Miguel Graça Moura, Roberto Tibiriçá e Rudolfo Bonucci.

Cerca de um quarto dos musicistas do conjunto original ainda integram a Orquestra e, orgulhosamente, representam um arquivo vivo das suas valorosas realizações.

Em seus 27 anos de história, a Orquestra proporcionou momentos inesquecíveis, como as apresentações com os balés Bolshoi e Kirov, o Ballet da Ópera de Paris e os bailarinos da Companhia Antonio Marquez; a turnê com a prima-donna do Metropolitan Ópera, Aprile Millo, nos Teatros Municipal de São Paulo, Rio de Janeiro e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte; a reinauguração do Teatro Amazonas, em Manaus; os concertos nos Festivais de Inverno de Campos do Jordão; a realização do Ciclo Beethoven, apreciado por um público em sua maioria jovem, que superlotou a Sala Villa-Lobos e consagrou entusiasticamente a OSTNCS.

Seu repertório abrange todos os períodos das composições musicais para orquestra: óperas, balés, concertos, operetas, poemas sinfônicos, sinfonias, réquiens, missas, cantatas, oratórios e obras sacras diversas.

Entre muitos nomes de destaque, a OSTNCS teve como solistas Amin Feres, Antonio Del Claro, Antônio Guedes Barbosa, Antônio Meneses, Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Berenice Menegale, Céline Imbert, Edith Mathis, Edson Elias, Eduardo Alvares, Eduardo Hazan, Eliane Coelho, Elisa Fukuda,Erich Lehninger, Fanny Solter, Fernando Teixeira, Frederic Meinders, Genuína Pinheiro, Jacques Klein, Jean Louis Steuerman, Jean Pierre Rampal, Leopold la Fosse, Maria Durek, Maria Lúcia Godoy, Nelson Freire, Nilza de Castro Tank, Paulo Fortes, Regina Elena Mesquita, Roberto Szidon, Turíbio dos Santos, Watson Clis e Yara Bernette.

Para 2007, a orquestra tem como convidados Nelson Freire, Antonio Meneses, Jean-Louis Steuermann, entre outros nomes de relevância no cenário musical nacional e internacional.

Envolvida com a formação de platéias e de cidadãos, a Orquestra Sinfônica do TNCS retoma no ano de 2007 seus projetos didáticos, por meio de apresentações mensais para alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal na Sala Villa-Lobos (“A Escola vai ao Teatro”), com o desenvolvimento conjunto de atividades para a educação patrimonial, e a série de Concertos para a Juventude.
Constam da sua programação ainda a montagem de duas óperas por ano, envolvendo na produção e montagem profissionais e estagiários da cidade, contribuindo para a capacitação de jovens e de técnicos em teatro.