| Orquestra
Sinfônica do Teatro Nacional - Galeria dos
Maestros |
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Galeria dos Maestros da
OSTNCS
Claudio Santoro – Primeiro filho
dos doze de Michelangelo Giotto Santoro e de Cecília
Autran Fanco de Sá, Cláudio Franco
de Sá Santoro nasceu em Manaus em 23 de
novembro de 1919. Seu pai, militar do Exército
Italiano, era natural de Nápoles e a convite
de seu irmão, mudou-se para o Brasil no
começo do século XX. Com dez anos,
o menino Santoro ganha um violino de seu tio,
e assim começa a receber suas primeiras
lições de música. Menino
prodígio, recebe uma bolsa do governo amazonense
e ingressa no Conservatório de Música
do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, onde se
forma em 1936, e é nomeado professor de
violino, trabalhando no Conservatório até
1941.
Participou da fundação
da Orquestra Sinfônica Brasileira, a OSB.
Iniciando sua carreira como compositor, em 1938
compõe uma sonata para violino e piano
e algumas peças para piano elogiadas por
Francisco Braga. Nesse mesmo período, estuda
com o introdutor de dodecafonismo no Brasil, o
flautista e compositor Koellreuter, de quem assimila
as novas técnicas e as tendências
de uma música mais livre de academicismos.
Em 1943, Santoro é premiado, em concurso
da OSB, pela composição da peça
sinfônica “Impressões de uma
Usina de Aço”. Já Integrando
o movimento Música Viva e sendo um dos
mais ativos compositores do momento, Santoro,
em 1946, recebe uma bolsa concedida pela Fundação
Guggenhein para estudar em Nova Iorque. mas não
pôde viajar. Por suas convicções
políticas o governo norte-americano impediu-o
de entrar no país. Em 1947, com bolsa do
governo francês, vai para Paris, priorizando
a composição com Nadia Boulanger
e a regência com Eugène Bigot. Neste
mesmo ano recebe prêmio da Fundação
de Música Lili Boulanger de Boston, tendo
sua obra, a Sinfonia nº 3, sido avaliada
por júri do qual faziam parte nomes do
meio musical como Igor Stravinsky, Aaron Copland
e Nadia Boulanger.
De volta ao Brasil, encontra
sérias dificuldades financeiras, passando
a residir em uma fazenda no sul de Minas Gerais.
Em 1950, no entanto, volta para o Rio de Janeiro,
onde trabalha na Orquestra da Radio Tupi como
violinista. Nos primeiros anos da década
de 50, tomado de paixão pela pesquisa do
folclore e da diversidade regional brasileira,
Santoro escreve música para inúmeros
filmes brasileiros, muitos deles premiados, inclusive
com a Medalha de Ouro da Associação
de Críticos do Cinema do Rio de Janeiro.
Outro prêmio a se destacar nessa década
foi o Prêmio Internacional da Paz em Viena
com o Canto de Amor e Paz(1953).
Reconhecido internacionalmente, inicia sua carreira
de regente em alguns países da Europa,
notadamente na União Soviética.
No Rio, funda a Orquestra de Câmara da Rádio
MEC. Na década de 60, os historiadores
e pesquisadores afirmam que Santoro passa para
uma terceira fase em sua obra de compositor, retomando
as experiências do dodecafonismo. Sua 7º
Sinfonia vence em 1960 um concurso do Ministério
da Educação para comemorar a inauguração
de Brasília e é para Brasília
que ele é convocado em 1962, indo exercer
a coordenação do Departamento de
Música da UnB, permanecendo aí quatro
anos, dando também aulas de composição.
A Sinfonia nº 7 é gravada em 1964,
com Santoro regendo a Sinfônica da Rádio
de Berlim. Essa gravação foi relançada
em 1989 pela gravadora CBS.
No final da década de 60, Santoro vai morar
novamente na Europa, desta vez na Alemanha, passando
a trabalhar em Berlim Ocidental, depois Heidelberg
e ainda Manhheim, onde dedica-se à pesquisa
sobre técnica musical eletrônica
e também à pintura. Em 1978, Claudio
Santoro retorna ao Brasil e volta para chefiar
o Departamento de Música da UnB. Em 1979,
a partir de um núcleo pioneiro de músicos
que tocavam numa provisória Orquestra do
Teatro Nacional sob a direção do
maestro Levino de Alcântara, Claudio Santoro
funda a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
de Brasília, da qual será diretor
(com uma breve interrupção entre
82 e 85) até 1989. Em Brasília,
o maestro escreve suas sinfonias de número
9 e 10 e prepara a ópera Alma, a partir
do texto de Oswald de Andrade. Para o fundador
da cidade, ele escreve em 1986 um Réquiem
para JK.
As férias de 1989 ele passa em Baden-Baden,
Alemanha, na casa que fôra do músico
Johannes Brahms, concluindo alí sua 14ª
Sinfonia.
Em 27 de março deste mesmo ano, Santoro
sofre um infarto e falece, regendo no palco da
Sala Villa-Lobos, durante o ensaio geral do 1º
concerto da temporada, que seria em homenagem
ao Bicentenário da Revolução
Francesa.
Em 1º de setembro de 1989 o Senado Federal
- através de projeto do Senador Maurício
Correia, aprovado pela Comissão do Distrito
Federal - promulgou Lei que denomina de Teatro
Nacional Claudio Santoro o até então
Teatro Nacional de Brasília.
Claudio Santoro, foi um dos mais inquietos e polivalentes
músicos de nosso tempo. Inspirado criador
e brilhante intérprete, dinâmico
organizador, lúcido pedagogo e incansável
pesquisador, desenvolveu nacional e internacionalmente
intensa atividade como compositor, regente, professor,
organizador, administrador, articulista, jurado,
representante brasileiro em conferências
e organizações internacionais, tendo
sido convidado de diversos governos e instituições
estrangeiras.
Foi distinguido com os seguintes Prêmios:
Orquestra Sinfônica Brasileira (1943), Chamber
Music Guild de Washington e RCA Victor (1944),
Interventor Dornelles (1945), Guggenheim Foundation
Fellowship (New York, 1945), Governo Francês
para estudos de pós graduação
em Paris (1947), Lili Boulanger (Boston, 1948),
Berkshire Music Center (Boston, 1949), Medalha
de Ouro da Associação de Críticos
Teatrais do Rio de Janeiro (1950), numerosos prêmios
para trilha sonora de filmes, inclusive o Estadual
de São Paulo e Medalha de Ouro da Associação
de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro
(entre 1951 e 1958), Internacional da Paz (Viena,
1953), Saci (Oscar brasileiro, 1954), Estado de
São Paulo (1959), Teatro Municipal do Rio
de Janeiro (1960), Ministério da Educação
e Cultura (pela inauguração de Brasília
-1960), Associação Jornalistas de
Brasília (1964), Jornal do Brasil (1965),
Melhor Obra do Festival da Guanabara (1970) Governo
do Estado do Rio (1973), Golfinho de Ouro (1977),
Moinho Santista (1979), Cicilo Matarazzo (1985),
Shell (1985), Lei Sarney (1987).
Recebeu as seguintes condecorações:
Governo do Amazonas (1969), Bundesverdienstkreuz
(Rep. Federal Alemã, 1979), Medalha do
Mérito do Estado do Amazonas (1982), Ordem
do Rio Branco (1985), Ordem do Mérito de
Brasília (1986), Governo da Bulgária
(1986), Governo da Polônia (1987), Ordem
do Mérito do Alvorada (1987), Governo da
França (póstumo, 1989). E a Câmara
Legislativa do Distrito Federal concedeu-lhe o
titulo de Cidadão Honorário de Brasília,
em sessão solene realizada no Teatro Nacional
Claudio Santoro, em 01-08-2003.
Convidado pelo Governo da República Federal
Alemã para o Programa "Artista Residente
de Berlim Ocidental (1966/7) e pela Fundação
Brahms para Artista Residente da Casa de Brahms
(Baden Baden), entre os cargos desempenhados,
títulos e atividades destacam-se: Fundador
e Maestro Titular das Orquestras de Câmara
da Rádio MEC e da Universidade de Brasília,
das Orquestras Sinfônicas da Rádio
Club do Brasil e do Teatro Nacional de Brasília;
Professor Titular, Coordenador para os Assuntos
Musicais, Diretor e Organizador do Departamento
de Música da Universidade de Brasília;
Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil
(Seção Brasília); Diretor
Musical da Fundação Cultural do
Distrito Federal; Membro do Conselho Diretor do
Conselho Interamericano de Música (O.E.A);
Organizador e Diretor do Centro de Difusão
e Informação para a música
da América Latina junto ao Instituto de
Estudos Comparativos da Música e Documentação
(Berlim Ocidental); Membro da Academia Brasileira
de Música, da Academia Brasileira de Artes
e da Academia de Música e Letras do Brasil,
da qual foi Presidente. Entre 1970 e 1978 foi,
por concurso, Professor de Regência e Composição,
Diretor da Orquestra e do Departamento de Músicos
de Orquestra da Escola Estatal Superior de Música
Heidelberg Mannheim, na Alemanha Ocidental.
Regente convidado das mais importantes orquestras
do mundo Filarmônica de Leningrado, Estatal
de Moscou, RIAS Berlin, ORTF Paris, OSSODRE Montevidéu,
Beethovenhalle Bonn, Sinfônica da Rádio
de Praga, Filarmônica de Bucarest, Sinfônica
de 0 Porto, Filarmônica de Sofia, PRO ART
(Londres) Île de France (Paris), Sinfônica
da Rádio de Leipzig, Sinfônica de
Magdeburg, Filarmônica de Varsóvia
etc. alem de todas as Orquestras brasileiras.
A obra de Santoro, vastíssima e em grande
parte inédita, principalmente em registros
definitivos, compreende bailados, aberturas, concertos
para piano, orquestra de câmara, violino,
danças, duos, orquestras de cordas, trios,
quartetos, quintetos, solos para piano, canções,
coros e música eletroacústica.
Suas sonatas para violino e piano podem ser ouvidas
no CD lançado em 1995 pelo pianista Ney
Salgado e pela violinista Valeska Hadelich. Toda
a grandiosa obra do inesquecível maestro
brasileiro, um acervo musical que influenciou
várias gerações brasileiras
e abrange cerca de 500 composições
pode ser visitada no site da Associação
Cultural Claudio Santoro, criada em sua homenagem
e destinada a se ocupar das artes em geral.
Emílio de César - O maestro
Emilio de Cesar nasceu no Rio de Janeiro e é
o regente titular da Orquestra Sinfônica
de Minas Gerais desde 2000. É formado em
regência, composição e canto
pela Universidade de Brasília, com pós-graduação
no Robert Schurmann Institute, na Alemanha.
Presidente da Associação Brasileira
de Regentes de Coros e titular do Coral Evangélico
de Brasília, já regeu as mais importantes
orquestras brasileiras e algumas internacionais.
É membro da Academia de Letras e Música
do Brasil. Foi finalista e vencedor de vários
concursos de coros e composições.
Foi regente titular da OSTNCS de 1982 até
o início de 1985.
Silvio Barbato - Diretor Musical e Regente
Titular da Orquestra Sinfônica do Teatro
Nacional Claudio Santoro em Brasília e
Regente Titular da Orquestra Sinfônica do
Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Silvio Barbato
estudou composição e regência
com Claudio Santoro.
No Conservatório Giuseppe Verdi, em Milão,
recebeu o Diploma de Alta Composição
na classe de Azio Corghi. Ainda na Itália
freqüentou a classe de Franco Ferrara, colaborando
com o maestro Romano Gandolfi no Teatro Alla Scala.
Em Chicago, realizou seu PhD em Ópera Italiana
sob a orientação de Philip Gossett.
No Teatro Nacional Claudio Santoro está
na sua nona temporada como Diretor Musical. Com
a Orquestra do Teatro regeu concertos em Roma
(Piazza Navona), Lisboa (Mosteiro dos Jerônimos),
nos Teatros Municipais de São Paulo e do
Rio de Janeiro e em diversas capitais brasileiras.
Suas gravações com a Orquestra incluem
as Sinfonias Brasil – 500 Anos e os Clássicos
do Samba, com Jamelão, Ivone Lara e Martinho
da Vila.
Entre seus trabalhos com artistas internacionais,
destacam-se: Aprile Millo, Montserrat Caballé,
e Roberto Alagna e Angela Gheorghiu. No centenário
de Carlos Gomes, a convite de Placido Domingo,
foi o curador da ópera “O Guarani”,
que abriu a temporada da Washington Opera.
Diretor musical do filme “Villa Lobos, Uma
Vida de Paixão”, foi premiado com
o “Grande Prêmio Brasil de Cinema
2001”, na categoria de melhor trilha musical.
Em 2003 compôs o balé “Terra
Brasilis” que se apresentará, ainda
em 2004, na Itália.
Pelo trabalho que vem realizando na área
cultural, Silvio Barbato recebeu inúmeras
condecorações do governo brasileiro,
tendo sido promovido ao grau de Comendador da
Ordem do Rio Branco, além de ter recebido
a Medalha do Mérito Cultural da Presidência
da República.
O maestro ainda se apresenta
regularmente como regente convidado de diversas
orquestras européias e americanas. Neste
ano, é presença garantida no Festival
de Spoletto (EUA) com uma nova produção
de Capuleti e Montecchi, de Bellini. Em julho,
no Festival Europeu de Roma rege o Requiem de
Verdi.
Julio Medaglia - O maestro e arranjador
Júlio Medaglia nasceu em São Paulo
em 1938. Estudou regência coral - com Hans
Joachin Koellreutter - no Brasil e regência
sinfônica na Alemanha, nos primeiros anos
da década de 60. Durante esse período
na Europa, fez cursos de música moderna com
os compositores Pierre Boulez e Karlheinz Stockhausen.
Integrante do Música Nova, movimento organizado
em 1961 por um grupo de músicos de São
Paulo, em 1967 ele voltaria a participar de um movimento
de vanguarda, desta vez de música popular:
o Tropicalismo. Tornou-se então um dos principais
arranjadores do grupo baiano, tendo feito inclusive
o arranjo da principal canção-manifesto
do movimento, "Tropicália". Desde
então, e até hoje, Júlio Medaglia
é um nome de destaque e respeito no nosso
meio musical. De organizador de festivais a regente
atuante, de autor de trilhas a concertista no Brasil
e no exterior, ele vem desempenhando vários
papéis, entre os quais se inclui o de articulista
polêmico de música, escrevendo em jornais.
Foi regente-titular da OSTNCS no início de
1993.
Elena Herrera - Natural de Cabaigan, a
maestrina cubana Elena Herrera deve à sua
mãe sua iniciação musical,
aos 4 anos de idade. Aos 18 anos, estudante de Filosofia
e Letras na Universidade de Cuba, resolveu dedicar-se
exclusivamente à música. Em 1970 já
lecionava História da Música na Escola
Nacional de Arte de Cuba. Em 1972, formou-se em
piano e, em 1978 iniciou seus estudos de regência
com Olaf Kock, Jorge Lopez Marín e Manuel
Cuzán. Sua carreira como regente começou
em 1980 à frente da Orquestra Sinfônica
de Matanzas. Foi diretora artística e regente-titular
da Ópera de Cuba, e dirigiu montagens na
Polônia e Espanha. Está radicada no
Brasil desde 1996, quando assumiu a direção
artística do Teatro Nacional Claudio Santoro,
exercendo-a até 1998. Atualmente é
diretora e regente titular da Orquestra Sinfônica
da Paraíba.
Ira Levin - O maestro Ira Levin nasceu em Chicago e iniciou seus estudos de piano aos 10 anos de idade. Dois anos mais tarde foi admitido na Northwestern University, tornando-se aluno de Donald Isaak. Prosseguiu seus estudos na Indiana University com Jorge Bolet, e ingressou no Curtis Institute of Music, na Philadelfia, continuando os estudos com Bolet, de quem se tornou mais tarde assistente. Ao mesmo tempo, em Curtis, começou a estudar regência com Max Rudolf e prática de música de câmara com Mischa Schneider e Felix Galimir. Como pianista, participou da execução da Era da Ansiedade, de Leonard Bernstein, regida pelo próprio compositor, que recomendou-o para estudar na Europa. Foi aluno e participou das master classes do maestro Sergiu Celibidache.
Ganhador do primeiro prêmio do Concurso Nacional Americano Chopin, em 1980, Ira Levin deu concertos e recitais nos Estados Unidos, Europa e América do Sul, com amplo repertório, freqüentemente regendo e tocando ao mesmo tempo.
Regeu óperas e concertos sinfônicos em toda a Europa, contando apresentações com a Staatskapelle de Desden, Gewandhaus de Leipzig, Orquestra do Museu de Frankfurt, Sinfônica de Düsseldorf, Orquestra Bruckner de Linz, Badische Saatskapelle de Karlsruhe e as orquestras das Óperas de Dublin, Montpellier e Oslo. Regeu ainda a Orquestra Sinfônica Nacional de Taipei e a Filarmônica de Buenos Aires. Foi maestro assistente da Ópera de Frankfurt (1985-1988), titular na Ópera de Bremen (1988-1996) e da Deutsche Oper am Rhein, em Düsseldorf (1996-2002) e principal regente convidado na Ópera de Kassel 1994-1998).
Seu repertório de ópera inclui em torno de sessenta títulos de compositores como Mozart, Verdi, Wagner, Puccini, assim como obras raras vezes ouvidas de Nielsen, Busoni, Pfitzner, entre outros. Da mesma forma, seu repertório sinfônico abrange a maior parte das obras de repertório da música de concerto e várias pouco conhecidas.
Em setembro de 2001, Levin assumiu o cargo de Diretor Musical do Theatro Municipal de São Paulo, no qual permaneceu de 2002 a 2005. Em novembro de 2004, a Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo ganhou o Prêmio Carlos Gomes de melhor orquestra do Brasil.
Regeu ainda, como convidado, as Orquestras Sinfônicas de Salvador, de Campinas, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Brasileira e a OSESP. Em 2006, regeu uma temporada na Cidade do Cabo, África do Sul e outra com a Noorlands Opera, Suécia, que lhe renderam um convite para a gravação de um CD com repertório sinfônico no ano de 2007.
Em fevereiro de 2007, o maestro foi convidado pelo Secretário de Cultura do Distrito Federal a assumir o cargo de regente titular da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.
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