| Pólo
de Cinema e Vídeo - Apresentação
do Pólo |
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História concisa
do Pólo
O Pólo foi pensado em
diversas ocasiões. Como modelo, surgiu
no final dos anos 70 e início dos 80, representado
por grupos de diretores em diversas cidades brasileiras,
numa variação recente dos ciclos
regionais que marcaram o surgimento do cinema
no país. A própria Embrafilme tinha
a sua política de Pólos Regionais
de Cinema. O cineasta Vladimir Carvalho, a maior
referência em termos de criação
e discussão de cinema em Brasília,
foi um dos primeiros a pensá-lo com mais
ambição e eficácia em seus
vislumbres e formulações. Em 1981,
a Associação Brasileira de Documentaristas
- ABD promove o Encontro Nacional dos Documentaristas
Cinematográficos. Esforços vão
dar no Centro de Produção Cinematográfica,
Ceprocine.
O Pólo de Brasília
foi criado em 1991, na gestão do governador
Joaquim Roriz. Incentivar a produção
de cinema foi um de seus 50 compromissos em campanha
política de 1990. Além de diversas
reuniões, sugestões e momentos que
pontuam o seu surgimento, o Pólo foi objetivamente
proposto ao governador pelo seu então Secretário
de Cultura Reynaldo Jardim, jornalista e poeta,
autor da reformulação gráfica
do Suplemento do Jornal do Brasil. Para os cineastas,
o pólo é evidentemente uma conquista
e uma resposta a alguns anos de maturação
da idéia e das lutas para que ele se torne
um fato.
O andamento
Encontros e discussões entre jornalistas,
cineastas, atores e nomes ligados ao governo entre
servidores e técnicos vão definir
realizar os primeiros esboços sobre a idéia
do pólo brasiliense. Diretores e produtores
locais como Márcio Curi, Vladimir Carvalho,
Geraldo Moraes, José Pereira, Fernando
Duarte Roberto Pires, Ronaldo Duque e Pedro Anísio
participam ativamente das primeiras reuniões.
Por parte do governo, entre os secretários
e técnicos estão os nomes de José
Roberto Arruda, Fernando Lemos, Washington Novaes,
André Gutavo Stumpf, Renato Riella, Márcio
Cotrim, Luiza Dornas. Entre os destaques, nomes
de peso na história do cinema brasileiro
como Nelson Pereira dos Santos, Neville d’Almeida,
André Luis de Oliveira e Ana Maria Magalhães.
Para Reynaldo Jardim, a idéia de uma fábrica
de cinema é apropriada para a capital do
país. O governador Joaquim Roriz entusiasma-se
com a idéia em sua primeira campanha política,
em 1990. Em 1991, ele nomeia um grupo de trabalho
para implantar o pólo.
O pólo se inaugura
Em 26 de maio de 1993, o Pólo de Cinema
e Vídeo do Distrito Federal foi inaugurado,
na chamada cidade-cenográfica, em Sobradinho,
contando com a presença do governador Joaquim
Roriz, do Ministro da Cultura, secretários
do DF, parlamentares, representantes do corpo
diplomático.
Depois de uma visita às instalações,
foi servido um almoço, para o qual também
foi convidada a comunidade de Sobradinho. Estavam
presentes atores e atrizes como Angelo Antonio,
Irving São Paulo, Gilson Moura, Marcelo
Picchi, Eduardo Conde e Edney Giovenazzi, Maria
Zilda, Ítala Nandi, Patrícia França
e Letícia Sabatella e o pintor Siron Franco.
Para o governador Roriz, “o
Pólo surge num momento muito especial de
reavaliação da política cultural,
da retomada da produção cinematográfica
depois de um ano em que se chegou ao máximo
de pessimismo e ao mínimo de produção.
E num lugar muito especial, na cidade que é
a cidade-síntese do Brasil, no limiar do
terceiro milênio, trazendo para Brasília
algumas das melhores cabeças do país,
para o cumprimento da missão de Brasília,
de ser pólo gerador de cultura”.
A produção
do Pólo
Em sua primeira década de existência,
o pólo brasiliense contabiliza, além
de uma série de oficinas e cursos sobre
roteiro, montagem, direção, interpretação,
fotografia, som, efeitos especiais e maquiagem,
um total aproximado de 80 títulos, realizados
sob o seu patrocínio, co-patrocínio,
financiamento ou apoio.
São filmes de diretores
brasilienses estreantes, nomes consagrados, produções
de diversas regiões do país. Em
julho de 1996, projeto de lei do deputado Wasny
de Roure é aprovado e passa a denominá-lo
Pólo de Cinema e Video Grande Otelo.
O projeto de lei, além
de reconhecer em Grande Otelo um sinônimo
do cinema brasileiro, lembra da grande homenagem
que o ator recebeu na capital do país em
novembro de 1993, durante o 26º Festival
de Brasília do Cinema Brasileiro.
Em janeiro de 2000, a sede
administrativa do Pólo, com instalações
então funcionando em salas de um anexo
da Secretaria de Cultura, no Setor de Autarquias
Norte, é transferida para Sobradinho. Em
11 de junho de 2001, um debate reuniu nomes de
peso da produção e da política
cinematográfica do país no Hotel
Nacional, marcando a passagem dos dez anos do
Pólo.
Entre os presentes à mesa, o diretor do
Pólo de Cinema de Vídeo, Fernando
Adolfo; o diretor da Associação
Brasiliense de Cinema e Vídeo, Rojer Madruga;
o produtor carioca Bruno Stroppiana; o representante
da RioFilme, Luis Fernando Noel; o representante
do Grupo Novo de Cinema, Antonio Urano, o cineasta
Maurice Capovilla; o cineasta Leopoldo Nunes,
o presidente da Associação Brasileira
de Documentaristas e produtor Márcio Cury
e ainda o cineasta Nelson Pereira dos Santos,
André Luiz Oliveira, Liloye Boubli, Érika
Bauer, Mauro Giuntini, Armando Lacerda, René
Sampaio, André Luiz da Cunha e Afonso Brazza.
Todos os presentes ao debate
reconheceram a oportunidade de se discutir o futuro
do Pólo de Cinema e cada um dos esforços
despendidos por realizadores, produtores e setores
oficiais no sentido de garantirem a continuidade
dos pólos de cinema, como núcleos
de estímulo e fomentação
do cinema no país.
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