| Pólo
de Cinema e Vídeo - Grande Otelo |
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Um nome que dá sentido
ao espaço
A grande inspiração de Grande
Otelo
Grande Otelo nasceu em Uberlândia,
Minas Gerais. Seu nome de fato é Sebastião
Prata. Foi como um ajudante de palhaço
de circo e ator-miim de uma Companhia de Comédia
que deixou Uberlândia e foi para São
Paulo e daí passou a representar por quase
todo o Brasil no melhor estilo mambembe. Otelo
aprendeu tudo por intuição, imitação
e instinto de sobreviência. Com a Companhia
Negra de Revista, excursionou por Pernambuco,
Bahia, São Paulo, Rio, Ururuguai e Argentina.
Num cassino do Rio, teve Pixinguinha como seu
maestro. No Rio, foi logo incorporado como um
ator da chanchada, ganhando fama nacional e internacional
com os filmes da Atlântida, a maioria em
parceria com ouitro gênio da comédia
popular, Oscarito.
Otelo é o nosso ator
chapliniano, o que explica ele ter confessado
um dia: "Meu interesse pelo cinema começou
quando vi O Garoto, de Chaplin". Entre
mais de 40 títulos de sua carreirta, destacam-se
os filmes Esse Mundo é um Pandeiro, de
Watson Macedo; Amei um Bicheiro, de Jorge Ileli
e Paulo Vanderlei e Dupla do Barulho, de Carlos
Manga, mas os seus preferidos eram Moleque Tião,
de José Carlos Burle, filmado em 1943 e
Assalto ao Trem Pagador, de Roberto Faria, filmado
em 1962.
Um de seus maiores papéis, que corresponde
a uma consagração de ator, é
o de Macunaíma, no filme de mesmo título
dirigido por Joaquim Pedro dos Santos. Por este
filme, Otelo recebeu o prêmio de melhor
ator no Festival de Brasília do Cinema
Brasileiro de 1968.
Em 1993, foi homenageado no
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro,
quando, na abertura, foi aplaudido de pé
pelo público que lotou a Sala Villa-Lobos
do Teatro Nacional Claudio Santoro. Na semana
seguinte, Grande Otelo viajou para Nantes, na
França, onde seria homenageado em um festival,
mas, faleceu 15 minutos depois de desembarcar
no aeroporto de Paris, devido um ataque cardíaco.
Grande Otelo é patrimônio de cultura
e arte do Brasil.
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